Ilustração de churrasqueira com brasas e jornal de receitas
Regiões

Churrasco gaúcho vs mineiro: o que muda além do sal grosso

Por Rafael Porto · 6 de junho de 2026

Do costelão no fogo de chão ao fraldinha na grelha de ferro fundido, duas tradições que dividem opiniões em grupos de WhatsApp e unem mesas de domingo. Passamos um fim de semana em cada região para entender o que realmente diferencia os dois estilos.

Brasa é um projeto editorial sobre a cultura do churrasco no Brasil — não um site de cupons, não um comparador de grelhas patrocinado. Publicamos reportagens sobre receitas que circulam de geração em geração, diferenças regionais que vão muito além do meme gaúcho-mineiro, festas juninas onde a fogueira vira churrasqueira improvisada e o que vale a pena levar da feira de carnes para o fim de semana.

Junho chegou e, com ele, a temporada que mais movimenta nossa redação. Festas de São João espalhadas pelo interior já contratam equipes de cozinha e reservam lenha com antecedência. Em paralelo, a discussão sobre cortes de carne voltou com força nas feiras de São Paulo — o preço da picanha oscilou nas últimas três semanas e os açougues de bairro relatam clientes mais curiosos sobre alternativas ao corte mais famoso do país.

Também acompanhamos o que acontece longe das capitais. Em Porto Alegre, churrasqueiros de rua debatem se o tradicional espeto corrido ainda cabe no cardápio de quem pede entrega. Em Belo Horizonte, rodas de amigos redescobrem cortes como a maminha e o cupim depois de anos apostando só na picanha. Tratamos esses assuntos com entrevistas, visitas a feiras e contexto local — sem pressa de publicar a cada tendência de rede social.

Se você chegou aqui pela primeira vez, comece pelas matérias em destaque abaixo ou explore por tema no menu. O churrasco brasileiro é enorme; nosso recorte é o que muda na mesa de quem acende a brasa todo fim de semana, região por região.

Publicações recentes

Ver todas →

Da redação

O mês começou com a redação dividida entre duas coberturas simultâneas. Enquanto Rafael percorreu churrascarias de bairro no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais comparando técnicas de fogo, Marina passou três noites em festas juninas do interior para registrar como a fogueira central vira ponto de encontro — e de espeto — depois das quadrilhas.

Na mesa das receitas, Thiago publicou um panorama sobre cortes nas feiras paulistanas depois de visitar barracas na Vila Mariana, no Tatuapé e na Lapa. O achado mais citado pelos açougueiros: a maminha e o fraldinha ganharam espaço entre clientes que antes pediam só picanha, principalmente quando o preço do corte nobre subiu acima de R$ 90 o quilo em algumas regiões.

Se você tem uma história de churrasco em família, uma receita regional que acha que deveríamos documentar ou uma festa de bairro que merece registro, escreva para [email protected]. Lemos tudo, mesmo quando não conseguimos responder na hora.